Carnavalesco
Um pouco da história do carnavalesco Jorge Freitas, profissional responsável pelo desenvolvimento do enredo

Formado em educações física e artística, Jorge Freitas é também regente de uma banda num colégio de Nova Friburgo há 26 anos. Sua ligação com o carnaval refere-se à música. Em 1995, um dos diretores da Beija Flor comentou com ele que a escola Arranco do Engenho de Dentro (grupo de acesso) estava sem carnavalesco e o convidou a cuidar da agremiação. Ele nunca havia pisado na Sapucaí e foi campeão. A crítica apontou que ele tinha potencial. Tomou gosto e no ano seguinte estava na Vila Isabel – que havia sido campeã três anos antes.
De 97 a 99 atuou na Vila Isabel; em 2000 veio para São Paulo e foi carnavalesco da Gaviões da Fiel até o ano 2003 – escola em que comemorou o bicampeonato. Ainda em 2003 trabalhou simultaneamente em duas agremiações: Vila Isabel, no Rio de Janeiro e Gaviões da Fiel, na capital paulista. Em 2004 voltou ao Rio de Janeiro e trabalhou o carnaval da Portela – a primeira reedição do carnaval do Rio com o enredo Lendas e Mistérios da Amazônia. No ano seguinte foi chamado para fazer novamente a Gaviões da Fiel que havia descido para o grupo de acesso. Êxito! A escola subiu e Jorge Freitas permaneceu por mais um ano!
Em 2007, não pretendia fazer o carnaval de São Paulo por motivos particulares, mas a Liga das Escolas de Samba de São Paulo o convidou a fazer o carnaval da Pérola Negra – uma escola que estava subindo. O trabalho foi feito e levado para a avenida – um fantástico carnaval! E ela permaneceu no grupo especial. Na Sociedade Rosas de Ouro desenvolveu os enredos Rosaessência – o eterno aroma, quarto lugar; Bem-vindos á fábrica dos sonhos – terceiro lugar, O cacau é show – que foi Campeão, em 2011 está trabalhando no enredo Abre-te de Sésamo, a senha da sorte.
A dica para estar atuante vem da seriedade com que ele trabalha. A organização está acima de tudo. Seu trabalho está no acabamento, com muito detalhe. Jorge Freitas é totalmente disciplinado. “Gosto que sigam regras básicas de disciplina para que o trabalho flua bem. Para isso não é preciso ser grosseiro ou gritar”, relata.
Embora no Rio de Janeiro o número de alegorias seja de oito, Jorge Freitas nota que o carnaval de São Paulo cresceu muito e coloca-se como um dos grandes responsáveis por isso. Quando chegou a São Paulo, as alegorias só tinham frente. A diferença foi feita na escola Gaviões da Fiel quando mostrou outras formas de acabamento.
Ele ensina que o carnaval carioca jamais deve ser comparado ao paulistano, pois, cada um tem suas características. “A estrutura financeira, o palco e o próprio desfile são diferentes. Cada cidade deve valorizar a cultural local”, declara.




